Encontre aqui todas as informações que você procura:
:: Diamantes ::
Curiosidades :: Antuérpia ::
Desde o final do
século XIV, Antuérpia
é considerada o centro mundial do
comércio de diamantes. Mas foi
somente no final do século passado que ela ganhou notoriedade com a
descoberta de diamantes na África do Sul, e a inauguração do "Clube do Diamante de Antuérpia".
Começou um grande
fluxo de diamantes brutos na Europa que fez com que Antuérpia subisse
à posição de negociar 80% de todo diamante do mundo, ou seja, 180
milhões de quilates passam por lá todo ano, o que representa um volume
de negócios de mais de US$ 18 bilhões! A capital mundial do diamante
conta com mais de 1.500 empresas de compra e venda, 380 lapidações e
3.500 negociantes. Em Antuérpia tudo é relacionado à mais preciosa de
todas as pedras, do museu à estação do metrô que se chama...Diamante.
Toda essa riqueza, que ultrapassa a de muitos países somados, está
concentrada num quadrilátero de menos de um quilômetro quadrado! Com
certeza o quilômetro quadrado mais bem policiado do mundo, onde
circulam milhões de dólares a cada momento e (quase) nunca acontece
nada. Para garantir a perenidade no tempo e a relação de confiança que
existe, o universo de diamantes de Antuérpia é extremamente fechado.
Não há franco-atiradores nem aventureiros nesse negócio. Embora os
judeus tradicionalmente seja a comunidade mais numerosa, 35
nacionalidades trabalham no mercado de Antuérpia, onde são faladas
vinte línguas. Hoje grande parte das empresas estabelecidas pertencem
à indianos e os turbantes fazem parte da paisagem da mesma maneira que
as barbas e chapéus dos judeus ortodoxos. O mundo dos diamantes
funciona como uma grande família, onde as relações são baseadas na
confiança. Praticamente não existem contratos escritos, na hora de
fechar um negócio as duas partes dizem "mazal", que significa que o
negócio está fechado, sendo uma espécie de código de honra da
profissão. Uma vez dito "mazal" não se volta mais atrás.
A
Bolsa de Diamantes
é um lugar único no mundo. É quase impenetrável
para quem não é do ramo. Todas as janelas ficam de um mesmo lado,
inclinadas num ângulo determinado para obter 35% a mais da luz
vinda do norte, perfeita para examinar os diamantes sem a
incidência do sol, que altera a percepção da cor. Nas imensas
mesas de madeira de lei, os diamantários colocam as malas e
começam a abrir os envelopes de papel, os briejke (pronuncia-se
"brifque"). De cada um escorregam dezenas de diamantes, de todas
as cores e tamanhos, lapidados ou brutos. Uma rápida olhada por
cima das mesas faria enlouquecer qualquer máquina de calcular.
Muitos diamantários se orgulham de terem vendido pedras
excepcionais de US$ 2, US$ 5, ou US$10 milhões de dólares.
Como diamantes atraem diamantes,
Antuérpia se transformou não apenas no maior centro de comércio do
mundo mas também num centro de vendas de
jóias. Do diamante excepcional que custa vários milhões de dólares
até o anel com uma pequena pedra, Antuérpia tem de tudo. Sonhos e
preços para todos os bolsos.