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"Pedra na pedra", após milhões de anos...

Cada diamante é único. Como uma impressão digital, não há dois idênticos.

Você conhece alguém que tenha um diamante em bruto?

O diamante é sinônimo de poder, riqueza, segurança e beleza.

Quando você segura um diamante, seja ele em bruto ou lapidado numa jóia, você está literalmente segurando um pedaço de história geológica em sua mão. A mais jovem rocha vulcânica na qual os diamantes são trazidos para a superfície da terra tem por volta de 70 milhões de anos!

Quando um diamante é encontrado ele passa por vários processos até que ele se torne o produto finalizado como estamos acostumados a vê-los, o diamante lapidado.

O primeiro passo na lapidação de um diamante é entregá-lo a um clivador ou serrador. Ambos, essencialmente, fazem o mesmo serviço: cortar ou clivar o diamante em dois pedaços para determinar o melhor aproveitamento da pedra. Que forma deverá ter? Redondo, gota, navete ou o quê?
A diferença que indica se uma pedra deve ir para um clivador ou serrador está no que é chamado fator de tensão da pedra.
Serrar é um longo e demorado processo. A clivagem é feita através de uma "batida" precisa em cima de uma lâmina sobre a pedra e leva alguns segundos para concluir-se. Portanto antes de se clivar ou serrar a pedra deve ser "marcada" por um especialista que examina e determina se ela deve ser clivada ou serrada.
Depois de ser clivado ou serrado, o diamante passa por uma série de lapidários, cada um na sua especialidade. Há o "bloqueador" - que dá o formato que a pedra terá. Depois há os "abrilhantadores" - que estão subdivididos em duas categorias: o que faz a parte de cima e o que faz a parte de baixo. O que faz "em cima", faz a mesa e as facetas acima da cintura, o que faz "em baixo" faz o pavilhão.(veja figura) Finalmente a pedra vai para o lapidário que faz a "cintura".

De maneira geral, pedras redondas produzem menos de 50% do diamante bruto. Por exemplo uma pedra de 2 quilates vai produzir menos de 1 quilate lapidado.

Gota ou Baguete produzem em torno de 50% a 60% do bruto.

A "febre"

Diamantes já ornamentaram reis, inspiraram poetas, deslumbraram estrelas de cinema, trouxeram morte a famosos e não famosos, a eles foi até mesmo atribuído poder de cura sobre doenças. Jahan Shah, construtor do Taj Mahal, ostentava um diamante de 88 quilates em sua coroação em 1628.

A compulsão por ter o melhor sobrevive no mundo de hoje. Consideremos, por exemplo, a febre do leilão. Só em 1988, nove diamantes vendidos tanto na Sotheby's como na Christie's em Nova Iorque, atingiram preços que variavam de US$ 185.200,00 a US$ 926.315,00 por quilate!

Levemos em consideração também o fato de os americanos terem gasto quase US$ 12 bilhões em jóias com diamantes no ano passado. Sendo 30% mais do que eles gastaram com artigos de beleza e seis vezes mais do que gastaram com casacos de pele. Eles dizem "Eu te amo" com anéis de noivado. Eles dizem "Eu te amo mais do que nunca" com alianças de brilhantes, comemoram aniversários, Natal e momentos especiais com braceletes, colares, anéis e pingentes cheios de diamantes.


 
 

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